Peru 2017 P7: Puno e Juliaca

 D10: 21/10/2017

Acordamos cedo e já ansiosos para o tour para as ilhas flutuantes dos Uros no Lago Titicaca.

Durante nossa primeira noite em Puno aconteceu um 'causo' comigo. Viajantes com pouco espaço para bagagem devem tratar a lavanderia com estratégia. Aproveitei para lavar minhas blusas DryFit de manga comprida e outras miudezas. Usei o radiador de calor do hotel para secar as roupas. Só que neste hotel o radiador era elétrico e não a óleo, que é o mais comum. Na manhã seguinte minha blusa estava colada ao radiador, totalmente desbotada e a tinta da blusa foi transferida para o radiador do hotel, que era novo. Comuniquei o ocorrido na recepção, me comprometendo a pagar eventuais prejuízos. No fim das contas acho que custou 20 dólares pela pintura do radiador. 

Antes de sairmos para o passeio, o pessoal do hotel ofereceu oxigênio para os velhinhos, explicando que a altitude impacta as pessoas e que é normal precisar um reforço no oxigênio. O Jairo, metido como sempre, pediu o serviço. Quando o pessoal do hotel viu que estávamos de brincadeira, limitou o uso a 5 minutos. Foi o suficiente para a foto. 


Era um sábado e a cidade estava bem movimentada com pessoas passeando e fazendo compras. Puno é a maior cidade da região. Fiquei impressionado pela variedade de triciclos tipo Tuk-Tuk.



O passeio começou lento por causa do trânsito mas logo embarcamos e partimos a navegar pelo lago mais alto do mundo. O guia, entusiasmado, explicava todos os detalhes do lago, da história e da vida dos Uros e nos recomendava sobre o cerimonial a ser observado durante a visita. 

O Tour pelas ilhas flutuantes dos Uros é imperdível! Termina na hora do almoço mas é inesquecível.












Retornando à terra, aproveitamos o resto do dia passeando por Puno. Era sábado, mas parecia uma data especial porque o movimento era grande e festivo. Haviam fanfarras, exposições, feiras, pessoas sorrindo e uma atmosfera muitíssimo agradável.



Visitamos algumas lojas e acabamos comprando lembranças, e eu comprei a peça de roupa mais cara da viagem: uma blusa de lã de 'baby alpaca'. Não lembro o preço, mas não foi barato. Depois me arrependi de ter comprado apenas uma peça. O produto é maravilhoso, bonito, em malha fina e leve. Mas o principal é que essa lá é confortável no frio e no calor. Na Suécia, em temperatura próxima de zero, não passei frio com a baby alpaca. Isso explica porque os peruanos e bolivianos usam roupa de lã o tempo todo, mesmo no calor.

À noite, jantamos no mesmo restaurante da noite anterior, pois aquele era o melhor restaurante da cidade. O jantar foi bem festivo.

D11: 22/10/2017

Acordamos cedo porque o plano era percorrer quase 400km por estradas montanhosas até Cusco, e queríamos chegar cedo ao destino para visitar a antiga capital dos Incas.

A estrada estava estranhamente VAZIA. Encontramos apenas alguns ônibus de turismo. Depois descobrimos a razão do baixo movimento: era dia de eleição! Isso explicava Puno também.

Nem a eleição foi suficiente para nos livrar da famosa travessia de JULIACA. A entrada da cidade era larga, nova, com pista dupla e nenhum movimento. Vi que os ônibus seguiam para uma via paralela, conforme meu GPS sugeria. Decidimos seguir pela principal e fomos muito bem até chegar no CENTRO.

Juliaca é uma feira tradicional do povo Inca desde os tempos pré históricos e, mesmo com a eleição, o movimento era inacreditável. Tinha gente, bicicleta, triciclo, Tuk Tuk, ônibus, carro e tudo amontoado. Não sei como toda aquela multidão apareceu de repente e fechou a rua. Para piorar a situação, o asfalto deu lugar a um piso de terra cheio de buracos e poças d'ága, que formou uma sequência de crateras tão fundas que não dava para por os pés no chão.

O trânsito era tão intenso que não dava para andar com as motos, só arrancar, seguir uns 2 ou 3 metros e parar novamente. Eu logo achei uma estratégia para navegar os buracos, parando na parte alta, fora do buraco e colocando os pés no chão. Aguardava abrir uma clareira e arrancava e passava por dentro do próximo buraco até a parte mais alta, e assim por diante. Mas se eu parasse numa subida ou descida do buraco, a queda era certa porque não seria possível apoiar o pé no chão.

E assim fomos, totalmente concentrados e estressados, cada um por si. A Neide quis descer da moto mas eu não deixei porque ela poderia se perder na multidão. A travessia foi em torno de 500m a 1km  até voltarmos para a continuação da estrada asfaltada que encontramos na entrada da cidade.

Parei logo que saímos do agito e o Jairo chegou logo atrás, nervoso. Mas o Luis não veio. Deixamos as mulheres com as motos e voltamos a pé para procurar o Luis. O povo nos falou que o nosso companheiro havia caído, e na sequência vimos a GS amarela navegando lenta naquele mar de gente. Quando nos alcançou e parou para descansar, o Luis falou que 'perdeu o pé' num daqueles buracos e caiu no meio da multidão. Imagino a confusão até ele conseguir levantar a moto e continuar a travessia. Não foi nada grave mas o Luis se queixou de dor na perna. Acho que ele teve alguma distensão tentando segurar a moto pesada para evitar a queda. A foto abaixo é logo após encontrarmos o Luis.


Passando Juliaca, a estrada continuou linda e sem movimento. Chegamos em Cusco no meio da tarde. Não foi difícil achar o hotel, localizado numa parte antiga da cidade, bem central. Mas a garagem ficava afastada uns 50m rua abaixo. Colocamos as motos na calçada, descarregamos as bagagens e depois levamos as motos para o estacionamento. Aqui foi minha vez de tombar ao chão pela segunda vez! O piso de pedras irregulares me enganou e escorreguei. Levantei rápido antes de juntar muita gente, porque o tombo aconteceu bem na frente da recepção do hotel. Mas ouvi umas risadas... faz parte.


Depois de guardar as motos, saímos a pé para passear pela cidade. Chegamos na catedral de Cusco bem na hora da cerimônia do arriamento da bandeira nacional do Peru e da bandeira de Cusco, feito por uma tropa militar com pompa e elegância. Quando esta cerimônia terminou, entramos na igreja e assistimos a missa. Foi lindo e emocionante.







Antes do jantar, contratamos o Tour para Macchu Picchu, que sairia do hotel às 0400h da madrugada. Mas isso é a próxima história...



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