Peru 2017 P12: Flamingos, Piedras Rojas, Lagunas e Antofagasta

 D21: 01/11/2017 - Turismo em San Pedro de Atacama

Este seria nosso último dia em San Pedro de Atacama antes de seguirmos viagem e contratamos um tour que duraria o dia inteiro. Este tour foi para o Parque Nacional dos Flamingos, Piedras Rojas e Lagunas Altiplânicas. Na nossa viagem de 2015 com o Paulo e a Dulce nós tentamos fazer este percurso de moto e não deu certo porque o motor da minha moto ferveu na subida para as lagunas e a areia fofa tornou a pilotagem bem complicada. Então fica a dica: é melhor e mais divertido fazer este tour de Van.

Acordamos cedo, tomamos café e saímos para esperar a Van na esquina da pousada. Estava frio, apesar do sol brilhar com força.


Nossa primeira parada foi o Parque dos Flamingos. Para chegar lá, andamos aproximadamente 40km por asfalto até Toconao e daí seguimos mais 25km por estrada de rípio até o Parque Laguna Chaxa, onde está a Reserva Nacional dos Flamingos. Ainda estava frio quando chegamos lá, mas tomamos um chocolate quente e partimos para a visita. O guia nos recomendou que para não sairmos das trilhas para não danificarmos o piso, que é feito de cristais de sal, porque os flamingos são animais muito sensíveis e assustadiços e qualquer interferência no meio ambiente pode assustá-los. Se você quiser vir de moto até este parque, é tranquilo. Mas dependendo do movimento no trecho de rípio, pode ficar bem empoeirado.











Continuamos mais 130km por estrada de asfalto, passando por Toconao e Socaire, até Piedras Rojas. Este local impressiona pela força do vento e pelo frio devido à altitude. O guia nos informou que este é um local de procriação dos flamingos. Depois de algum tempo, ouvi dizer que uma turma de brasileiros escolheu esse local para fazer uma filmagem de kite surf, que é proibido, e o movimento espantou os flamingos. Como consequência, a visitação a este sítio foi proibida por algum tempo.

As cores das pedras, da água e do céu formam uma paisagem especial neste local, que parece até outro planeta. É um lugar muito bonito e certamente vale a visita. É bem fácil chegar de moto até aqui. O problema é achar um jeito para estacionar as motos sem que elas sejam derrubadas pelo vento.





Saindo das Piedras Rojas, começamos a descer a serra em direção a Socaire, mas logo saímos do asfalto e começamos a subida para as Lagunas Altiplânicas. 

As lagoas Miniques e Miscanti ficam a 47km de Piedras Rojas e a subida de rípio é de menos de 7km. Foi aqui que o Paulo e eu tivemos problema em 2016, porque a subida é de rípio e bastante íngreme. Acho que uma GS1200 refrigerada a ar sobe, mas motos com motores refrigerados a água podem ferver. A vista destas lagoas é muito linda e novamente as combinações de cores é que deixam o lugar ainda mais especial.









Depois que terminamos a visita às lagunas, a fome apertou. O almoço em Socaire está incluso no tour. Não sei como fica para os viajantes independentes, porque são poucos restaurantes e eles preparam as refeições conforme a encomenda das agências de turismo.

Depois do almoço, voltamos a San Pedro de Atacama e fomos passear pela vila antes do jantar. 




D22: 02/11/2017 - Antofagasta

Saímos cedo de San Pedro e fomos direto para Antofagasta. A distância é superior a 300km mas as estradas são ótimas e chegamos antes do almoço. Como o check-in é 1400h, fomos direto visitar La Portada, que fica uns 20km ao norte da cidade, nas imediações do Aeroporto.

Esta visita é mandatória em Antofagasta e vejo que diversos viajantes deixam de ir até lá porque fica longe da cidade.




Daqui rumamos ao sul, e nosso hotel estava a 25km, só que tivemos que atravessar a cidade. O trânsito estava OK mas ouvimos alguns chilenos nos saudando no caminho:  'aí brasileiros - fora Dilma!'.

Como estava cedo, ficamos com a tarde livre para descansar no hotel. A Neide e eu fomos dar uma caminhada antes da hora marcada para o drink, que foi oferecido pelo hotel.

Depois do drink, fomos apreciar o pôr do sol no Oceano Pacífico e fizemos uma sessão de fotos muito legal. Em seguida fomos jantar. E aqui fica mais uma lição aprendida. No Chile e Argentina, quando o garcon fala que os pratos são individuais, não se espera que os clientes dividam os pratos. Acredito que um dos aventureiros estava sem fome e insistiu em dividir o prato. Eu também estava sem fome, mas pedi uma sopa de polvo para mim (uma delícia!) e um prato de peixe para a Neide. Quando fomos servidos, o prato 'para dividir' era o menor de todos (sacanagem). O meu, em compensação, estava enorme. Lição aprendida...















O plano para o dia seguinte era visitar 'La Mano' e seguir viagem até Copiapó.



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