Peru 2017 P10: Nazca, Ilo e Iquique (Turismo e Perrengues)
D16: 27/10/2017 - Curvas de Nazca
Como era Sexta-Feira e havia um Rallye importante programado para o fim de semana, a cidade estava bem movimentada. O Jairo gostou especialmente do Festejo Gay. Pena que ele não conseguiu se inscrever para o show de strippers kkk.
Marcamos nosso Tour de Van pelas Curvas de Nazca, e o motorista nos pegou no hotel conforme combinado.
O hotel que escolhemos na cidade havia sido o lar da arqueóloga Maria Reiche, que dedicou a vida a estudar as Linhas de Nazca. Visitamos o museu onde ela trabalhava e ficamos impressionados com a dedicação desta pessoa. O envolvimento era tanto que até nos despertou uma suspeita que muitas das linhas tenham sido traçadas por ela para justificar alguma teoria. Foi uma discussão divertida entre os viajantes.
D17: 28/10/2017 - Rallye, Atraso e Tombo
Acordamos cedo para pegar a estrada, mas não foi cedo o suficiente. Quando fomos tomar café, vimos que a maioria dos hóspedes já estava de saída e os carros de Rallye já tinham seguido viagem. Nosso plano era pilotar costeando o Oceano Pacífico na maior parte dos 640km de Nazca a Ilo, e não contávamos com um bloqueio na estrada por causa do Rallye. Nos deparamos com uma fila enorme de carros e caminhões logo que saímos da cidade. Estava tudo parado. Como estávamos de moto, tentamos ir para o começo da fila, mas o pessoal do Rallye não queria deixar. Falei que queria filmar a competição e também não adiantou muito.
Aos poucos fomos avançando na fila, ora pilotando e ora empurrando as motos. Numa dessas empurradas, tomei um pacote espetacular que afrouxou o retrovisor da moto. Tentei montar na moto alta sem colocar o apoio lateral, perdi o equilíbrio e me esborrachei. Foi meu terceiro tombo na viagem. Coisa de novato. Como o retrovisor afrouxou, tive que seguir viagem sem o espelho esquerdo, que fez muita falta e dificultou a pilotagem, principalmente nos centros urbanos e nas ultrapassagens.
Quando finalmente chegamos no começo da fila, vimos que a largada estava começando e que teríamos que esperar até 1130h. Foi frustrante porque havíamos saído do hotel às 0800h, mas os caminhoneiros que encabeçavam a fila estavam parados desde as 0500h da manhã.
Logo que o último carro largou, a estrada foi liberada para os veículos de apoio, que iriam seguir pelo asfalto acompanhando a competição que seria por trilhas no meio do deserto. Conseguimos nos encaixar entre duas caminhonetes de apoio e saímos com eles em alta velocidade pela estrada vazia.
Rodamos até Mollendo, onde paramos para abastecer e lanchar e logo seguimos até Ilo. Já estava escurecendo quando chegamos ao hotel Torre Blanca. Nos refrescamos e saímos a pé para jantar.
O hotel nos recomendou um restaurante nas redondezas e lá eu fiz um erro que custou caro. Era um restaurante de frutos do mar com as opções que conhecemos de peixes, camarões e mariscos. Mas eu perguntei qual era a especialidade da casa. O garçom disse um nome que não entendi, mas pedi mesmo assim. Os outros foram mais espertos e pediram pratos conhecidos. Quando meu prato chegou, era um monte de lesmas pretas gigantes fritas à milanesa. Coisa feia! Não dei o braço a torcer e comi aquelas coisas pretas que pareciam feitas de borracha dura e com gosto estranho. Não comi nem metade do prato.
Normalmente eu acordo no meio da noite para uma pit stop rápido. Nesta noite eu acordei e acendi a luz, mas a luz não acendeu. Tateei até o banheiro, meio dormindo e quando acendi a luz eu vi apenas uma mancha vermelha. Foi aí que entendi que eu não estava conseguindo abrir os olhos. Quando forcei com os dedos, vi que meu rosto estava inchado como um Baiacu!
Foi aqui que valeu a lição aprendida: sempre levamos remédios para alergia na viagem. Acordei a Neide e tomei um Allegra, já sabendo que poderia ter sono no dia seguinte, mas tínhamos que seguir viagem de qualquer jeito. Dormi mais um pouco e ainda estava bem inchado quando acordei para o café da manhã, mas pelo menos conseguia abrir o olho.
D18: 29/10/2017 - Madrugada em Ilo e Gasolina para Iquique
Era domingo e tínhamos que cruzar a fronteira para o Chile, no Paso de Chacalluta. Seriam menos de 200km do hotel até a fronteira. Mesmo assim não adiantou, até passarmos por toda a burocracia e conseguirmos atravessar para o Chile já estava tarde para o almoço. Decidimos almoçar no restaurante da fronteira mesmo.
Depois do almoço, era só tocar mais 330km até Iquique. A estrada no Chile era muito boa e o traçado seguia pelo interior, um pouco afastado do Oceano, subindo e descendo montanhas. Havíamos abastecido em Ilo e contávamos com um abastecimento no meio do caminho. Logo após a fronteira havia um posto, mas passamos direto porque ainda tínhamos bastante autonomia.
Como eu estava sem marcador de combustível, acelerei forte na confiança que encontraríamos um posto no caminho. Quando vi que os quilômetros passavam e não havia sinal de civilização e nem de abastecimento, comecei a ficar preocupado. Quando vi que não teríamos gasolina até Iquique, parei na primeira vila que encontrei. Perguntei sobre gasolina e confirmaram que nós só acharíamos combustível perto da fronteira ou em Iquique. E nosso combustível não daria para chegar em nenhum desses lugares. Perguntando mais, descobrimos que uma pessoa vendia gasolina de casa, e fomos lá comprar. Cada um de nós comprou um galão e 5 litros, bem caro por sinal, calculando que seria o suficiente para chegar em Iquique.
Chegando em Iquique, fomos direto ao Free Shop, mas já era tarde e estava fechando. Pelo menos aprendemos o caminho para o dia seguinte. Passamos num posto antes de ir ao hotel. Quando enchi o tanque da moto, vi que eu estava com menos de meio litro de gasolina no tanque. Foi quase pane seca duas vezes no mesmo dia!
O check-in no hotel de Iquique demorou um pouco, mas logo estávamos instalados.






















Viagem pra testar os limites do motociclismo que proporciona prazer e liberdade.
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